Escolher sua equipa de trabalho é fundamental em uma empresa. Muitas das vezes, o que determina o nosso destino depende de quem nos acompanhe na viagem. Embora não seja algo que possa ser quantificado, rodear-se de pessoas que não as adequadas é uma das razões pelas quais as start-ups fracassam. A construção da equipa precisa de vários aspetos.

Em primeiro lugar, a eleição individual das pessoas e, em segundo, a configuração destas equipas. É preciso ter em atenção o tempo de espera entre a primeira e a segunda. Isto será útil para ver as capacidades de cada trabalhador por separado e ao mesmo tempo poderá pensar os diferentes projetos de que ficarão encarregues.

Hoje vamos a comentar-lhe tudo o que precisa saber na hora de escolher sua equipa de trabalho. Comecemos com umas perguntas que talvez deveria fazer-se para saber que tipo de equipa precisa.

 

Escolher sua equipa de trabalho: Do que precisa a minha empresa?

Que tipo de empregado preciso?

O primeiro que deve ponderar-se é se realmente precisa de realizar novas contratações ou não. Há casos em que as start-ups podem confundir-se e acham que precisam novos empregados quando realmente não é assim. De nada serve ter imenso cuidado em escolher sua equipa de trabalho quando tem contratado pessoal desnecessário.

Uma start-up tecnológica que se encontra na sua primeira fase não tem que ter um elevado número de empregados. Para calculá-los há que ter em conta outras características como o dinheiro investido, a perspetiva de crescimento ou a dimensão do mercado.

Dados de tamanho de start-ups: estatísticas

Para ter uma ideia, tem que saber a capacidade das start-ups como geradoras de emprego. Segundo o South Summit do ano passado, um 21% deste tipo de empresas conta com um quadro de pessoal de entre 5 a 10 empregados. Destacam aquelas que não superam as 5 contratações. Não se esqueças desses valores quando seja a sua vez de escolher sua equipa de trabalho.

Número de empregados e tamanho da empresa

Não tenha nenhum tipo de temor se acha que os seus empregados não vão suficientes para desenvolver todas as tarefas. Existem casos de empresas pequenas que têm conseguido fazer frentes aos gigantes do sector. Aqui têm exemplos:

Milanuncios. Em fevereiro de 2014, o portal de vendas de segunda mão alcançou o seu sucesso quando foi comprado por Schibsted Classified media, empresa dona de Infojobs. Trata-se de um caso paradigmático. Este exemplo surpreende tanto pela sua grande execução, já que esta empresa começou a sua gestão de forma não profissionalizada e com pouco financiamento.

Number 26. É a historia de um banco que com 90 empregados conseguiu 100.000 clientes. Consiste em uma entidade bancaria que só pode ser usada através da sua aplicação para smartphone. Dentro dos 90 empregados, 22 são os responsáveis pelo desenvolvimento da aplicação e o resto com a parte de gestão e comercialização.

 

Escolher sua equipa de trabalho: Quem escolhe os empregos?

Comecemos com a eleição individual de cada um dos nossos trabalhadores. Aqui aparecem as primeiras disjuntivas. Devemos conhecer o responsável do processo:

Head Hunter. Também conhecido como caça talentos. É uma figura que está de moda nas empresas. Encarrega-se única e exclusivamente de investigar que perfis são os mais adequados para o projeto. A vantagem é que são pessoas que conhecem com precisão os processos e têm uma grande capacidade para prever quem será mais apto.

No entanto, esta pessoa é alheia à empresa e não tem contato diário, pelo que a sua visão sobre as características que deve possuir o candidato costuma estar centrada em aquelas que pode aportar o candidato e não tanto o que precisa a empresa.

Caso use esta opção, será recomendável ao escolher sua equipa que peça informes bem detalhados.

Responsável de Recursos Humanos. Aqui temos a outra cara da moeda. Alguém que leva muito tempo na empresa e que definitivamente conhece as necessidades da empresa.

Em MaisCupão, Eduardo Sepúlveda é o encarregado de realizar esta tarefa. Um cargo que vai mais além destas responsabilidades. Uma vez escolhidas as pessoas pertinentes, também está em constante contato com os chefes das áreas. Assim pode realizar controlos de qualidade sobre o trabalho que se está a fazer. Esta informação permite-lhe avaliar o funcionamento da empresa, ver o que está a ser bem feito e os campos onde se pode melhorar.

 

Escolher sua equipa de trabalho: Quem forma as equipas?

Uma vez escolhidos os trabalhadores e comprovado a sua mais valia para a empresa, agora pode formar as equipas. Aqui é muito importante começar bem pelo teremos que decidir quem fica a cargo destas. As opções são:

O CEO da empresa. Não costuma ser a opção mais indicada. O principal responsável do projeto tem que ser alguém que conheça aos novos empregados. Porém, pode passar que o CEO não tenha tempo suficiente para encarregar-se determinadas tarefas.

Responsável do departamento. Esta possibilidade é muito mais frequente, especialmente porque é quem tem contato direto e diário com a equipa. Além disso, já terá feito alguma atividade semelhante e saberá que características diferenciam a cada um.  Isto será útil para definir melhor os rolos a desenvolver e outorgar a cada um as tarefas mais adequadas.

 

Escolher sua equipa de trabalho: Características individuais

Em termos quantitativos devemos entender que contratar alguém corresponde um custo. Devemos calcular qual é a sua produtividade e, consequentemente, o seu valor. Uma pessoa sem experiencia pode permitir-lhe um menor custo, mas a sua dificuldade para levar a cabo determinadas tarefas pode realizar processo e inclusive chegar a ser um custo superior. Se não paga a experiencia, acabará pagando a formação do próprio empregado.

Formação, experiência e atitudes

Formação

O conjunto de habilidades que tem um empregado vai ser, sem dúvida, uma mais-valia para o seu projeto. Porém, deve saber que o melhor empregado não é o mais complexo, que saiba “fazer todo”. Segundo a Lei de Pareto, 80% das consequências derivam de 20% das causas, por isso, devemos melhorar aquilo que já funciona.

Experiência

Não é preciso ter um curriculum muito extenso, mas sim um adaptável às necessidades da empresa. Lembra que nem sempre mais é melhor. Por isso, procura saber sobre a sua reputação. Entre em contato com os antíguos empregadores, muitas pessoas têm recomendações de colegas de trabalho ou chefes.  No CV terá toda a informação necessária para poder saber com quem deve contatar, para obter qualquer tipo de referência.

Rodeie-se dos melhores e será um deles

 

Repare no tempo médio que tem passado nos postos anteriores. Se tem estado em muito trabalhos, mas durante pouco tempo, pode ser um mal sintoma. Em primeiro lugar porque as pessoas demoram algum tempo em adaptar-se a sua nova situação laboral e também porque estes saltos laborais podem não ter sido voluntários.

Não se esqueça de procurar as tarefas que desenvolveu, assim poderá saber ao certo o que aprendeu nas suas experiências passadas.

 

Aptitude e atitude

São dois pilares básico nas competências de um individuo. A aptitude faz referência ao conjunto de habilidades, enquanto que a segunda é a predisposição a fazer uso destas.

No que toca às aptitudes, deverá valorar todas as possíveis: nível de línguas, uso de ferramentas informáticas (paquetes Office, paquete Adobe, …) ou qualquer outra. No nosso caso, o posicionamento SEO tem grande importância, pelo que alguém que já conheça ferramentas adequadas como Ahref, SEO Tools e Yoast, terá muito valor para nós. O mesmo ocorre com as ferramentas Social Media (Buffere e Audiense) ou os programas de marketing de afiliação (Webgains, Zanox, TradeTracker, Linkshare, Skimlinks e Tradedoubler).

No outro lado está a atitude. Aqui, ser proactivo tem muita importância. Uma atitude proactiva é aquela na que se assume o pleno controlo da conduta. Isto implica a toma de iniciativa no desenvolvimento das acções.

Do mesmo modo, a motivação ou a mostra de paixão pelo projeto é muito importante. Repara se procurar sentir-se bem com o trabalho e ser ativo enquanto realiza uma tarefa.  Em conclusão, terá de procurar piratas e não marinheiros.

 Tips curiosos

Outros tipos curiosos são sintomáticos de que alguém é um bom empregado:

  • Sabe repartir o seu trabalho. Deixa as tarefas difíceis antes da hora do almoço enquanto que à medida que a jornada passa realizam labores mais simples. Estas mesmas pessoas costumam evitar o multi-tasking.
  • Tem jogado em equipas. Numerosos estudos afirmam que esta condição indica que têm mais facilidade para criar laços com os colegas.
  • Diga-me o que faz nos seus tempos livres e lhe direi quem é. Perguntar sobre os seus hobbies pode ser uma referência. Uma pessoa que dedique o seu tempo fora do trabalho a outras opções que supõem certa disciplina inclui na rotina valores como o esforço e a meritocracia.

“Construir uma equipa ganhadora é essencial para construir uma cultura de cuidado”

Jon Gordon

Métodos de seleção individual

Se queremos ver a rentabilidade de alguém que trabalha em equipa devemos utilizar o método Grönholm. Este sistema, aplicado nos Estados Unidos e também na Europa, trata de selecionar ao pessoal com uma sucessão de provas grupais nas que os candidatos interatuam entre si. Uma opção interessante sem duvida, mas que pode ser um grande investimento para uma start-up. Mas o que é certo é que é uma grande ferramenta para escolher sua equipa de trabalho.

 

Escolher sua equipa de trabalho: Características do grupo

Características de um grupo que funcionará

Para isso deverá criar um grupo que seja heterogéneo e capaz de criar sinergias por si sós. Aqui o team building é chave, pelo que lhe recomendamos este livro.

Entre todas as recomendações, a comunicação interna é uma das mais importantes. Em segundo lugar estaria a motivação ao debate. A primeira medida é uma opção de precaução, já que se se começa a falar por detrás pode-se por em dúvida a legitimidade do seu projeto e que as pessoas percam o interesse.  A segunda medida, em relação ao comentado, faz referencia a que sejas consciente de todas a dúvidas, sugestões e melhoras respeito ao projeto.

Por último, para que tudo seja fluido terá de formar um grupo diversos tipos de personalidades: tenha cuidado especialmente com os egos.

A criação de atividade de empresas costuma ser uma mais-valia para os empregados. Escolher sua equipa de trabalho também significa tomar conta destes.  É preciso que se sintam valorados. Se está atento reparará que eles mesmo criarão alianças. Este aspeto poderá tê-lo em conta nos projetos.

Todas estas atividades devem ser criadas com o objetivo de melhorar as relações interpessoais dentro do grupo.

Sinais de um grupo saudável

Estas ações são sinonimo que ao escolher a sua equipa de trabalho tem feito um bom “Dream Team”:

  • Os seus empregados têm claro que o objetivo principal é que a empresa obtenha benefícios. Apesar disto, a chave é ajudá-los a identificar os objetivos da empresa como os seus próprios. Em conclusão, se percebem esta relação como um win-win é uma boa notícia.
  • Ouvem aos seus colegas e ajudam a aperfeiçoar as suas ideias. Não acham que as suas ideias próprias são únicas e percebem que os outros também podem tê-las.
  • Sabem que nem sempre têm a razão e sabem aceitar quando cometem um erro. A humildade ajuda a que tenham uma melhor atitude perante o trabalho. Um estudo do ano 2005 do Journal of Behavioral Medicine mostrava que o perdão está associado com medidas de saúde como a qualidade do sono.
  • Assumir responsabilidade e dedicar parte do seu tempo a ajudar sem necessidade de que isso implique perder parte do seu.
  • Estão dispostos a aprender coisas novas.
  • Não veem aos seus colegas como ameaças, mas sim como oportunidades.

Sintomas de um grupo dividido

A produtividade baixa notavelmente

Compare os sprints individuas com os do grupo, assim poderá ver se a produtividade melhora ou piora quando são tarefas feitas em conjunto. A diferença entre horas estimadas e as que realmente são usadas será o suficiente para saber se algo funciona ou não. Trata-se de um trabalho quantitativo que lhe ajudará a solucionar os problemas a tempo.

 

As palavras são o reflexo da alma

Muitas das vezes as componentes da sua equipa não lhe dirão diretamente se as coisas vão mal. Por exemplo, se há alguém que não está a cumorir com as suas funções. Ao escolher sua equipa de trabalho devrá estar disposto a ouvir as diferentes feases:

“Esse não é o meu trabalho”. Não se têm definido bem as tarefas e além disso, as pessoas não querem dar o braço a torcer.

“Isso não é uma boa ideia”. A constante negação não é bom sinal.  Alguém que elimina as ideias dos outros, especialmente quando só há uma, sem dar uma em troca.

“A culpa não foi minha”. A omissão de responsabilidades mostra que algo não está bem. Em primeiro lugar, porque foi detetado um erro e em segundo porque não se conhece a origem.

“Isso é impossível”. A predisposição na hora de qualquer tarefa é um elemento chave. O difícil consegue-se e o impossível tenta-se.

Se quer que alguém te faça um favor, pede a alguém que esteja ocupado 

Ferramenta para que tudo funcione

Escolher sua equipa de trabalho não é simples, mas fazer com que funcione corretamente também não. Aqui tem algumas aplicações para organizar-se:

Teamup calendar. Funciona diretamente desde o navegador e também tem uma aplicação para Android e iOS. Pode-se utilizar tanto para tablet como no smartphone.

Trello. Este software de gestão de projetos, com interface web, ajuda a organizar todo tipo de tarefas de uma forma mais colaborativa.

Google Inbox. Esta ferramenta tem mudado o modo de trabalho com os emails. O gigante eletrónico a tem promovido como uma aplicação diferente. Sem dúvida, é uma ferramenta que deve colocar em pratica uma vez que tenha acabado de escolher sua equipa de trabalho.

Freedcamp. Os seus pontos fortes são suficientes para garantir que vão querer ficar com ela: permite gerir vários projetos ao mesmo tempo e é grátis. Para completa, permite aceder tanto do computador como de um dispositivo móvel.

Slack. Muito semelhante às anteriores e especialmente a FreedCamp, com a diferença das suas características audiovisuais. Slack permite, por exemplo, gravar áudio das reuniões de trabalho telemáticas.

Hightrack. Está baseada no método de gestão de atividades Getting Things Done. A isto há que acrescentar que os seus criadores ficaram obcecados em garantir que fosse simples e flexível, algo que com certeza conseguiram.

Evernote. A sua base é a organização de informação através do arquivo de notas. Se usa Windows está de parabéns, a sua versão para este software é compatível com ecrã táteis e com o reconhecimento de escritura.

Com que escolhas uma destas é suficiente. De todas formas, se não te convenceram, aqui há 22 aplicações.

 

Assim acaba o nosso post sobre a forma de escolher a sua equipa de trabalho. Lembra que não é uma decisão simples e que lhe afetará tanto no curto como no longo prazo. Um trabalhador deve ser produtivo desde o inicio, mas é preciso garantir que aprende tanto individualmente como em grupo. É preciso criar estabilidade para crescer juntos.